Acupe, distrito de Santo Amaro da Purificação, cidade encravada no Recôncavo Baiano, 92 km distante da capital do estado - Salvador - Vive-se; da agricultura familiar, da pesca e do artesanato que seu povo produz, a grande maioria da população tem que se deslocar para as cidades vizinhas ou para a capital, em busca de trabalho qualificado. Acupe é um misto de interior e cidade, distrito de um povo guerreiro, que sabe preservar sua cultura através do folclore. em Acupe habitam também, muitas aves silvestres... sua fauna marinha, produz muitos camarões, mariscos a exemplo de: Aribi, Ostra, Papa-fumo, Peguari, Sururu, Taioba, peixes, e crustáceos como: Aratu, Caranguejo e Siri... que são vendidos em Bom Jesus, Cabuçu, Itapema, Santo Amaro, Saubara, e até em Salvador... Venha conhecer, é um local de peculiaridades gritantes (um misto de ares de cidade com lugarejo interiorano), aqui, o dia-a-dia é só labuta, vive-se de pesca e cultivo (roça), bonita é a chegada das canoas no porto após a pescaria, em Acupe, algumas figuras se destacam na área social, a exemplo de Ademar Cruz (regente da Filarmônica 19 de Março), Agnaldo Barreto (o historiador), Alan Cardoso, Altair Barreto, Alzerina Ramos, (diretora da Escolinha-Creche), Antônio Canuto, Arnaldo Ramos, Baiano, Clarice, Cristina, Del barbeiro (o mais popular), Dilza Maria, Domingos Fiaz (o poeta), Evilásio Argolo, Florêncio Argolo (Promotor público), Genebaldo Barreto, João Sacramento, Jucilene (coordenadora da Ouro do Mar), Justina, Laércio (o cantor), Lelinha, Monilson Santos (presidente do nego-fugido), Nassi, Nôde da Padaria, Noêmia (Oficial do registro civil) Ornelas, Professora Dadinha, Professora Dora, Professora Joanice Fernandes, Professora Raimunda, Rose Nascimento, Tio Correia, Walmira Passos; (presidente do CEDESA), Valdízia Teixeira (Diretora do CEMAC), Zé do bar e outras tantas figuras ilustres do local, minha amiga Leda do cuscuz, e por aí vai, temos também as apresentações do Nego-fugido e das caretas (no mês de julho), passeio de barco, cavalgada, trilha até o Rio da prata


Uma das coisas que mais chamou a minha atenção, foram os apelidos pessoais, a exemplos de: Roxa (minha musa inspiradora), Abacate, Abadié, Alemão, Alicate, Anam, Areia, Aribí, Azedo, Babada, Bacurinha, Baé, Baiacu, Baiacu de Ricarda, Baiano, Baíca, Baiolon, Barrão, Barriga, Bazu, Béba, Bedeu, Beiço de moça, Beiço igual, Beleleu, Betinho de Beca, Betinho de São Pedro, Biau, Bidena, Biega, Binho desgraça, Birrelo, Birro doido, Biu, Boca de quinze, Boca nua, Bôda, Bodão, Bodega, Bodinho, Boi janeiro, Bolero, Branco, Brefor, Bucuiu,  Buda, Buiu, Bunheteco, Buraem, Bureco, Buri, Cabaça, Cabeludo, Cabo Eloi, Caboclo, Cabra, Caburé, Cacué, Cafuringa, Calango, Carlinhos doido, Caroço, Cathopio, Catroca, Ceborréia, Ceguinho, Cheba, Chico bocaida, Chico bunda d'água, Chico Coruja, Chico mata Roque, Chiquito, Chuca, Cigano, Côco, Cocô duro, Codi, Coentro, Coice, Coisa, Cotoco, Cuí, Cumdum, Curinga, Cuscuz, Danduré, Dé do picolé, Deda, Dêga, Del barbeiro, Dendê, Dentista, Dhega, Dig-dig, Diqueira, Dite, Diuga, Dôca, Dolacimi, Du, Dungo vogada, Edinho macaquinho, Fábio preto do cavaco, Fio, Foné, Frite, Fubica, Fufuca, Fun, Ganha, Garrincha, Gato velho, Gera, Gereba, Geu, Geubabão, Gijo, Gordão, Gostoso, Gretchen, Guará, Gudé, Gumuchama, Iaio, Jabá, Jajá, Jambeiro,  Jau de pade, Jeguinho, Jhe, Jiló, João aragem, João de Vadinha, João galinha, João trovão, Josi muamba, Juarez de beata, Júlio cuica, Júlio dos Currais, Júlio Pintado, Júlio Zoião, Jurandi pé de bomba, Kiga, Labá, Labuguê, Lacobaia, Ladiláu, Lerdo, Lourdes Pezão, Licote, Linho, Louro boca,  Louro fuderru cheba lamecha, Lulu Guaricema, Madruga, Magarefa, Malukinho, Mamão com pão, Mamoa, Manga, Mangotouro, Marajó, Maria preá, Mário gatrifo, Maxixe, Merengue, Mero, Mestre bigodinho, Miguel folhão, Miim, Milhão,  Mingo, Mingo rico, Mocinha, Mulé ruim, Mundinho boy, Mundinho ruina, Nanada, Nande,  Nanica, Nanu, Nanuca, Nega frejó, Negoço, Nelson papada, Nem polia, Neném, Niano, Ninon, Noca, Nolinha, Oreba, Orêia, Pachorra,  Pamonha, Pando, Papuda, Passarinho, Pato, Peba, Peco, Pedro sete molas, Pedro trescu, Pepeta, Pequeno bob, Perôta, Pica-pau, Pico roxo, Pingo Pim, Pipa, Piroca, Piroquinha, Pitiqui, Pititinga, Planeta, Poca, Poctha, Pomporão, Prá, Prego, Preto, Puchu, Pum, Quati, Quincas, Rachado, Radiola, Robertinho boca de arraia, Roque chumbo, Roque pato, Rosetá, Rubinho, Sabacu do regae, Sabão, Saco nas costas,  Santa, Santo gre, Sereia, Seu Dico, Seu inseto, Seu Nem, Shu, Shumberga, Siri,  Sonsom, Suca, Suco, Suruca, Sururu, Tabaco, Tachito, Tacudo, Taleu, Tamanco, Tambe, Tatino, Teca, Tempero, Thao, Thoca, Thou, Thuco, Tia Pepé, Tia Tê, Tilouca, Tiquinha, Toca, Tonha, Tonho jacuba, Tonho pafrente, Topó,  Tota, Tunga, Uá, Uí, Unga-unga, Urubu com sono, Val valente, Vadinho coco, Vaqueiro, Vassourinha, Veterano, Vicente meiafoda, Xibango, Ximbica, Xuruca, Xuxa, Zá Ó, Zecu de pimenta,  Zé araçá, Zé Barri, Zé begué, Zé bigode, Zé biquini, Zé boquinha, Zé bundinha, Zé cabojade, Zé curió, Zé fuita, Zé grosso, Zé da jaca, Zé do bar, Zé fodinha, Zé Gaguinho, Zé metanol, Zé misera, Zé teiu, Zibinho, Zoreia, Zurel, entre outros.
Morei no lugarejo chamado "os Currais" que segundo o coronel Periandro Barreto, era no passado utilizado por D. Pedro, para guardar o gado de sua propriedade. Os Currais, naquela época, existiam umas vinte e cinco casas, indo de Acupe para lá, obrigatoriamente passávamos, pelo Pobre Soberbo (um córrego no verão, tornava-se caudaloso no período chuvoso), e pelas casas de Jajá e Quincas, casa-de-farinha de Mané Néri, de tia Pepé, de Nego, tia Santinha, Maria Dorotéia, Luís, Júlio Cuíca, tio Olavo, Júlio Zoião, Mané Pinto, Pedro, tia Gertrudes, Alcides, vó Celina (parteira de mão cheia), tia Lourdes, tia Amália, Aluízio, tenda de Joventino, Professor Isaias, Tonha, Zefinha, Brasilina e por fim a casa de Joventino. Boas recordações daquele tempo de infância, quando fazíamos a farinha para consumo próprio, o beiju de tapioca, a massa puba, a batata e o aipim assados no forno que torrava a farinha, tempo em que, as crianças chamavam os mais velhos de tio(a), tomávamos a benção, ninguém se atrevia a meter o bedelho na conversa dos mais velhos, cantávamos nas festas a santa manzorra, as casas eram de sopapo, chão de terra batida, camas feitas de varas, e o colchão de palha de bananeira, comprávamos uma quarta de carne, de farinha, de café, de açúcar, nas mariscadas, catávamos o papa-fumo, aribí, siri de mangue, aratu, sururu, ostras, miroró, taioba, os sambas de roda, eram acompanhados pelos pandeiros, cavaquinhos e pelos garfos batidos nos pratos, os mais velhos fumavam cachimbo, cigarro de palha ou charuto, alguns gostavam de mascar fumo de rolo, não existia maconha, cocaína, heroína, crack, ou outro tipo de alucinógeno, eu era feliz e não sabia, apesar de não ter acesso ao rádio, televisão, micro ondas, computador...
Os anos passam entretanto tive como hábito visitar Acupe todos os anos, principalmente em épocas de festas como: Carnaval, Semana Santa, São João, Natal e até no Ano Novo, com isso nunca perdi o contato com minhas raízes, e acompanho o desenvolvimento da Vila até sua mudança para distrito (apesar de que ainda nos dias de hoje alguns desavisados insistirem em denominá-lo de Vila de Acupe, desconhecedores que são de determinadas nuances), já que Acupe hoje conta com: Biblioteca, Cartório de Registro Civil, Centro de Administração, Centro de Defesa, Centros de Informática (02), Colônia de Pescadores, Escolas de 1º e 2º graus, Filarmônica, Lan Houses (05), O Ballet Styllo Corpo, Ponto de Embarque, Posto dos Correios, Posto da Embasa, Posto Policial, Postos de Saúde, Provedor de internet (PDN Telecom), Um hospital em construção; na área particular: armarinhos, bares (vários), farmácias (02), igrejas, mercadinhos (03), lojas, padarias (04), pousada, quitandas (muitas), restaurantes, serviço de alto-falantes, terreiros de candomblé, clique aqui e veja fotos de Acupe.
Hoje, aposentado retorno para Acupe e tento colocar um pouco dos meus conhecimentos de informática a serviço da população, crio condições para implantação de um provedor de internet (a história da internet em Acupe, tem duas fases distintas, antes e depois da chegada do imagensefatos), e com isso alavancamos uma marca registrada em serviços, são instaladas quatro lan houses, alguns empregos são gerados, muitos computadores são comprados, muitos jovens se interessam em aprender informática avançada, pesquisas de interesse curricular são efetivadas pelos estudantes, o governo federal instala um telecentro, outros surgem inclusive como empreendimento político, os governos estadual e municipal avançam no sentido de dotar as escolas com laboratórios de informática.