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O terceiro setor

Não é o mercado classificado como o segundo, que objetiva lucro, nem o Estado que tem como função estabelecer as políticas macroeconômicas sociais, garantir direitos e deveres do cidadão, através das leis, decretos, medidas provisórias, a Constituição, acordos Internacionais enfim, e que nem sempre as cumprem, que é conhecido como os burocratas, primeiro setor. A sociedade civil organizada (OSC) através das associações, sindicatos, ong´s, fundações, igrejas, etc, é classificado como o terceiro setor, é considerado privado, porém público, sem fins lucrativos, pois não objetiva lucro, e atuam em lacunas deixadas pelo Estado, em diversos segmentos, educação e cultura a exemplos das escolinhas, bibliotecas comunitárias, as Filarmônicas, descobrindo e exportando talentos como Bira e Joselito, Kleiton do Harmonia do Samba, a Lira dos Artistas, a São Domingos de Gusmão em Saubara; nas áreas de saúde as Santas Casa de Misericórdia, meio ambiente a AVICCA. Muitas dessas entidades atuam em vários segmentos ao mesmo tempo, com recursos doados ou próprios, convênios, bingos, cafés, almoços beneficentes seja, na área de cursos profissionalizantes, cidadania, direitos humanos, etc. As relações das entidades com o mercado e o Estado, poderão ser: antagônica, amigável ou conflituosa; e as negociações com o Estado, quando escrevo esta palavra quero, dizer as três esferas do poder: Federal, Estadual e Municipal, vai depender do projeto bem elaborado a quem vai atingir, qual o numero de cidadãos (as) beneficiados (a), e muitas das vezes da vontade política dos gestores, nem sempre é a falta de recursos, falta um compromisso e comprometimento destes atores. Quanto ao mercado, parceiros ou possíveis querem um retorno, quer saber quem esta à frente do projeto, se é compatível com a cultura e missão da organização, se existe transparência na entidade, se haverá um impacto nestas ações, em qual setor será desenvolvido o(s) projeto(s), se parceria ou aliança (curto, médio ou longo prazo), baseado em valores, ética, transparência, respeito, acordos jurídicos, formalidade ou informalidade (raro). No Brasil a partir da década de 90 no final do séc. XX cresce o interesse das Organizações ou Empresas em apoiar projetos sociais, já que os consumidores no mundo globalizado são mais receptivos aos produtos de Organizações, socialmente responsáveis, (Responsabilidade Social Empresarial - RSE, que o grau de compromisso e comprometimento que as empresas deve ter com a comunidade, meio ambiente, funcionários, fornecedores, clientes e acionistas de forma ética transparente, são os stakholders, buscam, quando não são elas mesmo que tem um braço social, parceiros para seus projetos. É necessário que muitas destas entidades se apropriem de ferramentas gerenciais, para tocar seus projetos, motivem as pessoas, tenham uma boa comunicação, criem indicadores, para mensurar suas ações, de acordo com interesses político, sócio-econômico, religioso, altruísta, reconhecimento pessoal e organizacional, e com uso da razão, da eficiência, e da eficácia, visem otimizar recursos: financeiros, humanos, materiais, tecnológicos, ou seja, profissionalização da gestão, porque cresce cada vez mais este setor e os parceiros estão cada vez mais exigentes em aportar recursos. Busquem cada vez mais o domínio para elaboração de projetos para captar recursos, criem redes de contatos através das Instituições de ensino superior, escolas técnicas, sistema “S” SEBRAE SENAI, se articulem em si com Agencias de fomentos Nacionais e Internacionais , participem, de colóquios, seminários e palestras, vamos nos fortalecer, já que a política neoliberal, exclui cada vez mais as pessoas dos seus direitos universais, e o estado esta cada vez mais ausente, e o papel dos lideres do terceiro setor é mobilizar, conscientizar, e sensibilizar cada vez mais a sociedade no sentido de suprir demandas reprimidas identificando nichos a atuar de maneira unilateral, bilateral, multilateral, ou seja, só ou em parceria, estado sociedade e mercado. É necessário como diz Dobbs et ali - que o gestor social deve ser um líder, estrategista, treinador, arrecadador de fundos, político e visionário; já para Gardener devem ter alguns atributos como: vitalidade, vigor físico, flexível, disposto a assumir responsabilidades, saber lidar com frustrações, persistente e articulador. E os atores, ou agentes de mudança, buscam servir através da oferta de produtos com qualidade, sejam eles bens ou serviços, aos cidadãos os quais eles se propõem a servir, da melhor forma possível, para que eles fiquem satisfeitos. O terceiro setor esta se fortalecendo cada vez mais, é necessário planejamento estratégico (existe no mercado editorial a coleção Gestão e sustentabilidade do Instituto Fonte em uma linguagem simples e acessível sobre este temas e outros relacionados), ter uma missão, uma visão, estabelecer metas, ter resultados, e celebrar os acertos e aprender com os erros envolvendo todos os parceiros. Vamos precisar de todo mundo. ”Porque para reduzir a pobreza, exclusão social, a garantia do direito individual e coletivo, o Bem Comum depende de nós através da cooperação voluntariado e solidariedade.” Um mundo melhor é possível “.     

Arnaldo Souza Ramos